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Capes abre seleção para intercâmbio de professores em Moçambique com bolsa de R$ 27 mil

O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, lançou o Edital Conjunto nº 3/2026 para seleção de até 45 professores e professoras da rede pública interessados em participar de um intercâmbio internacional de curta duração em Moçambique.

A iniciativa faz parte do Programa Caminhos Amefricanos: Programa de Intercâmbios Sul-Sul, desenvolvido em parceria com a Universidade Pedagógica de Maputo. As inscrições seguem abertas até às 17h do dia 22 de maio, no horário de Brasília.

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O programa busca fortalecer a produção de conhecimentos voltados ao combate ao racismo e à promoção da igualdade racial no Brasil, por meio da cooperação educacional com países africanos, latino-americanos e caribenhos.

Quem pode participar do intercâmbio

As vagas são destinadas a docentes da rede pública de educação básica que estejam em exercício e sejam estudantes ativos de cursos vinculados ao Programa de Pós-Graduação stricto sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB).

Para participar da seleção, os candidatos precisam atender aos seguintes requisitos:

  • Ser autodeclarado preto ou pardo;
  • Ter ingressado no programa de pós-graduação por meio de cotas;
  • Estar em exercício na rede pública de ensino;
  • Não ter recebido benefícios do Programa Caminhos Amefricanos nos últimos 36 meses.

Atualmente, o ProEB contempla 16 áreas de conhecimento, incluindo Matemática, Letras, História, Biologia e outras áreas ligadas à formação de professores da educação básica.

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Cada rede participante poderá indicar até três candidatos para o processo seletivo.

Programa busca fortalecer educação antirracista

Segundo Kátia Regis, coordenadora-geral de Justiça Racial e Combate ao Racismo, a iniciativa fortalece a formação de educadores comprometidos com práticas pedagógicas antirracistas.

De acordo com a gestora, a experiência em Moçambique permitirá a troca de conhecimentos sobre história, cultura, desafios sociais e lutas da população africana, contribuindo para ampliar a construção de uma educação alinhada à Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas instituições de ensino brasileiras.

Benefício ultrapassa R$ 27 mil por participante

Os professores selecionados participarão de uma jornada de estudos de até dez dias em Maputo, capital de Moçambique, incluindo o período de deslocamento.

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Para viabilizar a participação, a Capes concederá apoio financeiro total de R$ 27.259,90 por beneficiário. O valor cobre:

  • Passagens aéreas;
  • Diárias;
  • Seguro-saúde;
  • Custos com documentação.

Antes do embarque, os participantes deverão concluir um curso on-line obrigatório com carga horária de 40 horas sobre história e cultura afro-brasileira e moçambicana.

Durante o intercâmbio, os docentes participarão de visitas técnicas a escolas, museus, espaços históricos e atividades de integração com movimentos sociais locais.

Como fazer a inscrição

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do portal oficial da Capes.

Entre os documentos exigidos estão:

  • Currículo Lattes atualizado;
  • Diploma de graduação;
  • Comprovante de vínculo com a rede pública;
  • Autodeclaração étnico-racial.

O resultado preliminar da seleção está previsto para o dia 19 de junho, enquanto o resultado final deve ser divulgado até 19 de julho de 2026. O início das atividades do intercâmbio está previsto para novembro.

Portal de inscrições da Capes

Seleção para intercâmbio de professores

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2 comentários em “Capes abre seleção para intercâmbio de professores em Moçambique com bolsa de R$ 27 mil”

  1. Um disparate as vagas serem apenas para negros e pardos. Sou branco, professor de matemática e gostaria muito de.participar do intercâmbio. Tenho conhecimento sobre como foi desenvolvido o currículo de matemática do país, pois sou estudioso da etnomatemática, cuja Paulus Gerdes, alemão, que lutou do lado do povo pela independência de Moçambique, é um icone. Uma vez que estruturou quase toda a matemática escolar a partir da confecção de peneiras e cestos que são patrimônio da cultura moçambicana.
    Tenho guardada em minha posse, cópia da sua tese de doutorado que foi datilografada em máquina de escrever.
    Fico muito triste em não poder concorrer a vaga.

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