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CNTE comemora reajuste do piso do magistério para 2026 e ganho real acima da inflação

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) classificou como uma vitória histórica da mobilização da categoria a definição do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026. O novo valor foi estabelecido em R$ 5.130,63 para a jornada de até 40 horas semanais, representando um reajuste de 5,4%, com ganho real acima da inflação.

A medida foi oficializada nesta quarta-feira (21), com a assinatura de uma Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que redefine os critérios de cálculo do piso nacional e garante uma política permanente de valorização dos profissionais da educação pública.

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Piso do magistério 2026 garante ganho real permanente

A principal mudança trazida pela Medida Provisória está na atualização dos critérios de reajuste anual do piso do magistério. A nova regra estabelece que o aumento nunca poderá ser inferior à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Novo modelo de cálculo do piso nacional

Além da recomposição inflacionária, o cálculo passa a considerar também:

  • Parte do crescimento real das receitas do Fundeb
  • Garantia de ganho real permanente para os professores
  • Maior previsibilidade orçamentária para estados e municípios

Com isso, o piso deixa de sofrer oscilações abruptas e passa a seguir uma lógica mais estável, alinhada à evolução do financiamento da educação básica.

A atualização anual do valor continuará sendo formalizada por meio de portaria do Ministério da Educação (MEC).

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CNTE avalia reajuste como avanço na valorização docente

Para a CNTE, o reajuste de 2026 representa mais do que um aumento salarial. Trata-se de um avanço estrutural na política de valorização do magistério, resultado direto da pressão e da organização dos trabalhadores em educação em todo o país.

Declaração da presidenta da CNTE

A presidenta da entidade, Fátima Silva, destacou que, apesar do avanço, os desafios seguem sendo grandes:

“Segundo dados da OCDE, o Brasil ainda está entre os países que pior remuneram seus professores. Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública.”

A CNTE reforça que o piso nacional é um direito mínimo, não um teto salarial, e que a política de valorização deve estar associada a carreiras estruturadas e condições dignas de trabalho.

Critério foi pactuado no Fórum Permanente do Piso

O novo modelo de reajuste do piso do magistério foi amplamente debatido no Fórum Permanente do Piso Salarial Profissional Nacional, espaço que reúne representantes do governo federal, entidades sindicais e gestores estaduais e municipais.

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Consenso federativo e responsabilidade fiscal

Entre os princípios que nortearam a definição do critério estão:

  • Previsibilidade dos reajustes
  • Sustentabilidade orçamentária
  • Respeito ao pacto federativo

Entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, reforçando o caráter negociado e responsável da decisão.

Impacto do novo piso para estados e municípios

Com o valor fixado em R$ 5.130,63, estados e municípios deverão adequar suas folhas de pagamento para cumprir a legislação. A CNTE lembra que o não cumprimento do piso nacional configura descumprimento da lei, passível de questionamento administrativo e judicial.

Jornada proporcional

Para jornadas inferiores a 40 horas semanais, o piso deve ser aplicado de forma proporcional, conforme determina a legislação vigente.

CNTE seguirá mobilizada por mais avanços

Apesar da conquista, a CNTE afirma que a luta pela valorização da educação pública está longe de terminar. Em muitos entes federados, os salários seguem defasados, e as carreiras permanecem desestruturadas.

Prioridades da entidade

Entre as principais bandeiras defendidas pela confederação estão:

  • Salários dignos para todos os profissionais da educação
  • Planos de carreira estruturados
  • Condições adequadas de trabalho
  • Financiamento público suficiente para a educação básica

A entidade reafirma seu compromisso com a defesa intransigente da educação pública de qualidade, entendendo que a valorização dos profissionais é condição essencial para a melhoria do ensino no país.

Reajuste do piso do magistério reforça política educacional

A definição do piso do magistério para 2026, com ganho real e critérios mais justos de atualização, sinaliza uma retomada da política de valorização da educação pública no Brasil. Para a CNTE, trata-se de uma conquista concreta, construída coletivamente, que fortalece a carreira docente e aponta para um futuro mais estável para os profissionais da educação.

O desafio agora, segundo a entidade, é garantir que o piso seja efetivamente cumprido em todo o território nacional e que novos avanços continuem sendo conquistados por meio da mobilização e do diálogo institucional.

Reajuste de 5,4% no piso: é uma vitória para os professores?

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