A valorização dos profissionais da educação básica voltou ao centro das discussões em Brasília. E desta vez o foco não são os professores, mas sim os trabalhadores que garantem o funcionamento diário das escolas: assistentes administrativos, merendeiras, porteiros, inspetores, cozinheiras, auxiliares de serviços gerais e secretários escolares. 👩🍳👨🏫🧹📚
Na última quinta-feira (4), o deputado Danilo Forte (União-CE) anunciou que deve apresentar na próxima semana o relatório oficial sobre o piso salarial nacional para esses profissionais. A proposta é discutida no âmbito do Projeto de Lei 2531/21, que estabelece que o piso seja equivalente a 75% do valor pago aos professores da educação básica.
Esse avanço pode representar uma das mudanças mais significativas da última década na política de valorização dos profissionais da educação.
A seguir, você confere tudo o que está em debate e por que este projeto movimenta o país. ⬇️
🏛️ Relator prevê votação ainda este ano
Durante uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Danilo Forte afirmou que pretende apresentar um parecer coerente, constitucional e com chances de aprovação unânime.
“Espero que a gente consiga votar já na próxima semana”, destacou o parlamentar.
O objetivo é votar o texto antes do encerramento do ano legislativo, garantindo que os trabalhadores da educação básica possam ver avanços concretos já no início de 2026.
Esse ritmo acelerado empolga entidades representativas e trabalhadores, que há anos reivindicam valorização real e um salário digno.
👩🏫 Quem terá direito ao piso salarial nacional?
O PL 2531/21 estabelece que o piso salarial seja aplicado aos profissionais da educação básica que não são docentes, incluindo:
- Assistentes administrativos
- Secretários escolares
- Merendeiras
- Cozinheiras
- Auxiliares de serviços gerais
- Porteiros
- Inspetores de alunos
- Auxiliares de biblioteca
- Técnicos de apoio escolar
Esses trabalhadores são essenciais para o funcionamento diário das escolas — muitas vezes invisibilizados, mesmo assumindo funções indispensáveis.
⚖️ Ministério da Educação alerta para necessidade de ajustes
Embora o Ministério da Educação reconheça a importância da proposta, o diretor de programas da pasta, Armando Amorim Simões, chamou atenção para um ponto crítico: a necessidade de segurança jurídica no texto.
Segundo ele, a Constituição exige que a lei defina claramente quem são os “profissionais da educação”. E hoje existem divergências entre o PL e outras legislações vigentes, como:
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
- Lei 14.817/2024, que trata da política de valorização dos profissionais da educação
Simões alertou:
“É preciso dar robustez à política pública para que ela não seja alvo de uma enxurrada de ações no STF.”
Para evitar contestações judiciais, o MEC coordena um grupo de trabalho com sindicatos e entidades de gestores para aperfeiçoar a redação.
💡 Em termos de SEO, esse ponto reforça a importância do tema “segurança jurídica”, altamente buscado em conteúdos sobre piso salarial da educação.
🏙️ Municípios temem impacto financeiro de R$ 20 bilhões
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou dados que mostram outra preocupação: como financiar a medida.
De acordo com o representante João de Sá, o impacto anual chegaria a R$ 20,1 bilhões, e isso pesa muito para cidades que já enfrentam déficits fiscais severos.
“Em 2024, mais da metade das cidades fecharam as contas no vermelho”, afirmou.
Além disso:
- 60% dos profissionais da educação básica trabalham em municípios.
- Muitas prefeituras já têm dificuldade de pagar o piso atual dos professores.
Por isso, a CNM sugere que a União participe do financiamento, assim como ocorre com o piso da enfermagem.
❤️ Profissionais relatam dificuldades: “Somos a espinha dorsal da escola”
Se há preocupação financeira, há também clamor por justiça e dignidade.
A presidente da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Ceará, Rita de Cássia Araújo, emocionou deputados ao relatar o cotidiano dos trabalhadores.
“Temos orgulho de limpar o chão e de fazer a merenda, mas precisamos ter dignidade e pão na mesa. Será que um prefeito sobreviveria com um salário mínimo?”
Rita destacou que muitos servidores, mesmo após anos de serviço, ainda recebem apenas um salário mínimo, realidade que afeta milhares de profissionais no país.
Já Elicleia Lopes Branch, presidente da Associação dos Servidores Administrativos da Educação do Amazonas, rebateu os argumentos da CNM:
“O Fundeb deve chegar a R$ 266 bilhões em 2026. O impacto do piso representaria apenas uma pequena parte desse montante.”
Essa fala ganhou força entre os trabalhadores, especialmente após a ampliação dos percentuais do Fundeb destinados à valorização profissional.
🏛️ Parlamentares defendem aprovação rápida
Diversos deputados se posicionaram a favor do projeto, enfatizando a injustiça histórica vivida pelos profissionais não docentes.
A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) foi direta:
“A escola não funciona sem quem cuida da gestão, da alimentação, da limpeza e da segurança.”
O deputado Patrus Ananias (PT-MG) reforçou que esses profissionais são fundamentais para garantir:
- Alimentação escolar
- Acolhimento
- Organização pedagógica
- Ambiente escolar seguro
Para os parlamentares, aprovar o piso salarial é corrigir décadas de invisibilidade.
🗳️ Próximos passos: o que esperar?
O relator Danilo Forte afirmou que disponibilizará o parecer no sistema da Câmara até segunda-feira.
Depois disso:
- Se houver acordo, o parecer é votado na CCJ na próxima semana.
- Se aprovado, o projeto segue direto para o Senado, pois tramita em caráter conclusivo.
- Caso nenhum deputado apresente recurso para votação em Plenário, o texto não precisa passar pelo Plenário da Câmara.
📌 Isso significa que a aprovação pode ser muito mais rápida do que o esperado.
📈 Por que este tema importa para milhões de famílias?
Os profissionais não docentes:
- Recebem, em muitos casos, salários muito baixos
- Sofrem com sobrecarga de trabalho
- São essenciais para o funcionamento das escolas
- Não têm regulamentação salarial nacional
Um piso salarial:
✔️ reduz desigualdades entre estados e municípios
✔️ valoriza trabalhadores invisibilizados
✔️ melhora o funcionamento das escolas
✔️ contribui para melhores condições de trabalho
✔️ fortalece o sistema público de educação
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🎯 Conclusão: um avanço histórico que pode finalmente sair do papel
A criação de um piso salarial nacional para funcionários de escolas representa uma mudança histórica na educação brasileira.
Com apoio parlamentar crescente, mobilização dos trabalhadores e debates sobre financiamento, o projeto ganha força e pode ser votado nos próximos dias.
Agora, o país espera pelo relatório do deputado Danilo Forte — que poderá definir o futuro de centenas de milhares de profissionais responsáveis por manter as escolas funcionando todos os dias. 🏫✨

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