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Professores do Recife entram em greve cobrando reajuste de 6,27% definido pelo MEC

Paralisação afeta aulas já nesta sexta-feira (9); professores reivindicam cumprimento do piso salarial nacional da educação básica

Os professores da rede municipal do Recife decretaram greve nesta sexta-feira, 9 de maio, exigindo o reajuste de 6,27% no piso salarial, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) no início de 2025. A decisão foi tomada em assembleia realizada no Clube Português, no bairro das Graças, reunindo aproximadamente 1.500 profissionais da educação.

Segundo o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a paralisação já deve impactar as aulas noturnas desta sexta-feira, dependendo da adesão individual dos docentes. A greve é uma resposta à proposta da Prefeitura do Recife, que ofereceu 2,45% de aumento a partir de maio e 1,5% de reajuste retroativo de janeiro a abril, percentual muito abaixo do estabelecido pelo MEC.

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O que motivou a greve dos professores no Recife?

A categoria cobra a aplicação integral do reajuste de 6,27% no piso salarial nacional, determinado por portaria do MEC em janeiro de 2025. O reajuste, segundo o sindicato, deve ser estendido a todos os níveis de formação dos professores, desde o ensino médio até o doutorado, incluindo ativos e aposentados.

Além da correção salarial, os professores reivindicam:

  • Pagamento total do reajuste de 6,27% com base no piso do magistério 2024;
  • Incorporação do reajuste à carreira dos professores;
  • Garantia da aula-atividade, tempo destinado à preparação de aulas.

A coordenadora geral do Simpere, Jaqueline Dornelas, afirmou que a reunião realizada nesta sexta-feira com a prefeitura foi frustrante. “A categoria saiu decepcionada da mesa de negociação. Continuar com esse percentual é desrespeitoso”, declarou.

O que diz a Prefeitura do Recife?

Em nota oficial, a Prefeitura do Recife afirmou que “estranha e lamenta a deflagração da greve com as negociações em andamento”. A gestão municipal também declarou que “todos os profissionais da rede municipal recebem o piso salarial ou acima dele”.

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Contudo, ao ser questionada sobre por que não aplicou o reajuste determinado pelo MEC, a prefeitura não apresentou justificativas. Limitou-se a destacar que, nos últimos quatro anos, os ganhos salariais dos profissionais da educação no município chegaram a até 79% de aumento acumulado.

Qual o impacto da paralisação?

O impacto imediato da greve será sentido nas aulas noturnas desta sexta-feira, e poderá se estender aos próximos dias, caso as negociações permaneçam sem avanços. A paralisação pode comprometer o calendário escolar e afetar milhares de estudantes da rede municipal.

O Simpere informou que continuará mobilizado e prevê novas assembleias para avaliar o andamento das negociações e os próximos passos do movimento.

Piso salarial do magistério: o que diz a lei?

O piso nacional do magistério é garantido pela Lei nº 11.738/2008, que prevê reajustes anuais com base no crescimento do valor mínimo por aluno definido pelo Fundeb. Em 2025, o MEC oficializou o aumento de 6,27%, elevando o valor base para professores da educação básica com formação de nível médio em jornada de 40 horas semanais.

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No entanto, a aplicação do reajuste ainda depende da adesão dos entes federativos (municípios e estados). Casos como o de Recife evidenciam a dificuldade de implementação plena do piso nacional.

Contexto nacional

A greve no Recife se soma a outros movimentos sindicais em curso em diversos estados e municípios do país, que reivindicam o cumprimento integral do piso nacional. A situação reflete um embate recorrente entre sindicatos de professores e administrações locais, especialmente em períodos de pressão orçamentária.

Segundo especialistas em gestão educacional, não aplicar o reajuste do piso pode configurar descumprimento da legislação federal, gerando passivos trabalhistas e agravando a desvalorização da carreira docente.

Considerações finais

A greve dos professores do Recife é mais um capítulo da luta histórica da categoria por valorização profissional e cumprimento da lei do piso salarial. A mobilização deve ganhar força nas próximas semanas, a depender da postura da gestão municipal nas mesas de negociação.

Para acompanhar as atualizações sobre a paralisação e a situação da educação municipal, continue acessando nosso site.

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