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Senado analisa piso nacional para profissionais de apoio da educação básica

A Comissão de Educação (CE) do Senado Federal deve analisar um projeto que estabelece um piso salarial nacional para profissionais de apoio da educação básica pública. A proposta prevê que trabalhadores das áreas administrativa, técnica e operacional das escolas tenham como referência salarial 75% do piso nacional do magistério.

O projeto é o PL 2531/2021 e busca criar uma remuneração mínima nacional para profissionais que desempenham funções essenciais ao funcionamento das escolas públicas. Caso a regra fosse aplicada considerando o atual piso do magistério, o valor chegaria a aproximadamente R$ 3.847 para uma jornada de 40 horas semanais.

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Projeto prevê piso de 75% do salário dos professores

A proposta estabelece uma relação direta entre a remuneração dos profissionais de apoio e o piso nacional dos professores da educação básica.

Com o piso do magistério atualmente em R$ 5.130, os trabalhadores abrangidos pelo projeto teriam como referência 75% desse valor. Na prática, isso representaria um piso de aproximadamente R$ 3.847 mensais para quem cumpre jornada de 40 horas por semana.

A medida pretende alcançar profissionais que atuam em diferentes setores das escolas públicas e que, embora não exerçam funções docentes, participam diretamente da estrutura necessária para o funcionamento das instituições de ensino.

Entre as atividades estão funções de natureza administrativa, técnica e operacional.

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Flávio Arns defende valorização de todos os profissionais

O senador Flávio Arns (PSB-PR) destacou a importância dos trabalhadores que atuam fora da sala de aula para garantir o funcionamento adequado das escolas.

Segundo o parlamentar, a qualidade da educação depende da participação conjunta de todos os profissionais que fazem parte da comunidade escolar.

Para Arns, setores como secretaria, biblioteca e infraestrutura precisam estar alinhados aos objetivos educacionais para que a escola consiga oferecer um serviço de qualidade.

A discussão sobre um piso nacional para esses trabalhadores ocorre há algum tempo no Congresso Nacional e volta agora à pauta da Comissão de Educação do Senado.

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Marcelo Castro será o relator

O presidente da Comissão de Educação, senador Camilo Santana (PT-CE), anunciou que o projeto terá como relator o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

A análise na Comissão de Educação será uma das etapas da tramitação. Depois de passar pelo colegiado, o projeto ainda deverá ser analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Por enquanto, portanto, o valor de aproximadamente R$ 3.847 não representa um novo salário mínimo já aprovado para os profissionais de apoio. Trata-se da estimativa resultante da aplicação do percentual previsto no projeto sobre o atual piso nacional do magistério.

Quem pode ser beneficiado pelo piso nacional?

A proposta é voltada aos profissionais da educação básica pública que exercem funções de apoio administrativo, técnico ou operacional.

A discussão busca reconhecer que o funcionamento das escolas depende de uma estrutura composta por diferentes categorias profissionais. Além dos professores e demais trabalhadores diretamente ligados ao ensino, servidores responsáveis por atividades administrativas, técnicas e operacionais também desempenham funções fundamentais no cotidiano escolar.

Caso seja aprovado, o projeto poderá representar uma mudança importante na política de remuneração desses profissionais, estabelecendo uma referência salarial nacional.

Próximos passos do projeto

O PL 2531/2021 será analisado inicialmente pela Comissão de Educação do Senado. Depois, a proposta deverá passar pela Comissão de Assuntos Econômicos.

O projeto ainda precisa avançar pelas etapas de tramitação no Congresso antes de eventualmente se transformar em lei. Por isso, os profissionais interessados devem acompanhar a análise e possíveis alterações no texto durante a votação.

A criação de um piso salarial nacional para profissionais de apoio da educação básica pode ampliar o debate sobre valorização dos trabalhadores que atuam nas escolas públicas e sobre as diferenças salariais existentes entre redes de ensino.

A proposta também coloca em discussão a importância de garantir condições de trabalho e remuneração adequadas para todos os profissionais que contribuem para o funcionamento da educação pública.

Novo piso salarial para profissionais da educação

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1 comentário em “Senado analisa piso nacional para profissionais de apoio da educação básica”

  1. Que micharia. Ainda acham que estão fazendo um grande favor! Tomara que um dia esses políticos tenham como referência esse piso salarial vergonhoso!

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