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Camilo Santana afirma que alfabetização infantil quase dobrou no governo Lula

Em pronunciamento oficial em rede nacional de rádio e televisão, na noite deste domingo (8), o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a taxa de alfabetização das crianças brasileiras praticamente dobrou nos últimos anos, passando de 36%, antes do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para cerca de 60% em 2024. A fala marcou a volta às aulas em mais de 180 mil escolas públicas espalhadas pelo país e teve como eixo central a apresentação de resultados e programas do governo federal na área educacional.

Dados oficiais e meta do MEC

De acordo com os números do próprio Ministério da Educação (MEC), a taxa de alfabetização infantil em 2024 foi de 59,2%, considerando crianças alfabetizadas até os 7 anos. O índice ficou ligeiramente abaixo da meta oficial, que previa alcançar exatamente 60%, mas ainda assim representa um avanço expressivo em relação ao patamar registrado antes do início do atual governo.

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Ao destacar os dados, Camilo Santana buscou reforçar a narrativa de reconstrução das políticas educacionais, após um período de descontinuidade de programas federais. Segundo o ministro, os resultados são fruto de ações articuladas entre União, estados e municípios, com foco especial na alfabetização na idade certa.

Conectividade e restrição de celulares nas escolas

Logo no início do pronunciamento, Santana mencionou medidas adotadas no cotidiano das escolas públicas, como a restrição do uso de celulares em sala de aula. Segundo ele, a iniciativa tem contribuído para melhorar a atenção dos estudantes e a dinâmica pedagógica.

Expansão do acesso à internet

Outro ponto destacado foi o aumento dos investimentos em conectividade. De acordo com o ministro, a proporção de escolas públicas com acesso adequado à internet saltou de 45% em 2023 para 70% em 2026. Atualmente, cerca de 96 mil unidades escolares já contam com parâmetros considerados suficientes para uso educacional.

“O governo do Brasil ampliou significativamente a conectividade das escolas públicas. Esse é apenas um exemplo da evolução da educação do Brasil nos últimos anos”, afirmou Santana durante o pronunciamento.

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Programa Pé-de-Meia e combate à evasão escolar

Entre as principais políticas citadas, o ministro deu ênfase ao programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes de baixa renda do Ensino Médio. A iniciativa garante o pagamento de R$ 200 mensais aos alunos, além de um incentivo de R$ 1 mil ao final do ciclo escolar.

Segundo Camilo Santana, quase 6 milhões de jovens já são beneficiados pelo programa. De acordo com o MEC, os efeitos têm sido diretos no enfrentamento da evasão escolar.

Impactos no abandono e atraso escolar

“O abandono escolar entre jovens caiu pela metade, assim como o atraso escolar, com mais estudantes na idade adequada para a série”, afirmou o ministro. Para o governo, o programa funciona como um mecanismo de permanência, especialmente em regiões mais vulneráveis socialmente.

Enem cresce e Sisu bate recorde

Camilo Santana também comentou sobre o desempenho de políticas de acesso ao ensino superior. Segundo ele, a participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que completa 28 anos em 2026, cresceu cerca de 40% desde o início do atual governo.

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Maior Sisu da história

O ministro classificou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano como o maior já realizado. De acordo com o MEC, foram ofertadas cerca de 5 mil vagas em áreas estratégicas, como ciência, tecnologia, engenharia e matemática, consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país.

“São muitas notícias boas que tornam ainda mais especial essa volta às aulas”, disse Santana, em tom otimista.

Tom de despedida e cenário político

O pronunciamento teve, nos bastidores, um tom de despedida. Camilo Santana deve deixar o comando do MEC no próximo mês de abril para atuar diretamente nas campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).

Atualmente, Elmano aparece atrás de Ciro Gomes (PSDB) nas principais pesquisas eleitorais do estado. Diante desse cenário, setores da cúpula petista avaliam, inclusive, a possibilidade de lançar o próprio Camilo Santana como candidato ao Palácio da Abolição, caso o desgaste do atual governador se intensifique.

Educação no centro do discurso governamental

Ao reunir dados de alfabetização, conectividade, permanência escolar e acesso ao ensino superior, o pronunciamento reforça a estratégia do governo federal de colocar a educação como uma das vitrines políticas do atual mandato. Ainda que os números oficiais indiquem desafios persistentes, o avanço nos indicadores tem sido utilizado como argumento central para sustentar a narrativa de retomada das políticas públicas educacionais no país.

MEC aponta crescimento da alfabetização infantil e queda da evasão escolar

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