O Ministério da Educação (MEC) realizou, na terça-feira, 15 de julho, um webinário nacional sobre letramento matemático, com foco na alfabetização de crianças nos anos iniciais do ensino fundamental. A iniciativa faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e reuniu professores da educação básica, cursistas de especializações, técnicos das secretarias de educação e integrantes da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).
Transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o encontro virtual abordou estratégias pedagógicas, avaliações formativas e diretrizes curriculares com base nos dados do CAEd (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação) e nos parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Letramento matemático: mais que números, é compreensão do mundo
Durante o evento, especialistas destacaram que a alfabetização matemática vai além da simples memorização de operações. Segundo a professora Simone Côrtes, trata-se de permitir que a criança compreenda a linguagem matemática, seus símbolos e aplicações práticas no cotidiano.
Ela explicou que o conceito de letramento matemático, presente na BNCC, envolve habilidades de raciocínio, comunicação, argumentação e resolução de problemas, usando ferramentas matemáticas para interpretar e atuar na realidade. O objetivo é formar alunos capazes de formular conjecturas e utilizar conceitos matemáticos em contextos variados, fortalecendo sua autonomia intelectual.
Avaliações formativas e práticas pedagógicas no foco do MEC
As avaliações formativas mencionadas no evento têm o papel de guiar o trabalho dos educadores na construção de estratégias eficazes para o ensino da matemática desde os primeiros anos escolares. Os dados levantados pelo CAEd oferecem indicadores essenciais para diagnosticar dificuldades e ajustar intervenções pedagógicas, promovendo avanços significativos no processo de ensino-aprendizagem.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: foco em equidade e recuperação pós-pandemia
O CNCA visa garantir que todas as crianças brasileiras estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de promover a recuperação das aprendizagens do 3º ao 5º ano, especialmente impactadas durante o período da pandemia.
O programa também reforça princípios como equidade educacional, valorizando aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero, além de incentivar a colaboração entre estados e municípios na construção de políticas públicas eficientes para a alfabetização.
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