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Escolas passam a ser obrigadas a proteger saúde mental dos professores; veja o que muda

A partir de 26 de maio, escolas públicas e privadas terão novas obrigações relacionadas à saúde mental e ao bem-estar de professores e trabalhadores da educação. A mudança ocorre com a entrada em vigor das atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e da Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), que ampliam as exigências sobre prevenção de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Na prática, as instituições de ensino deverão identificar, avaliar e prevenir situações que possam afetar a saúde emocional dos docentes, incluindo assédio moral, assédio sexual, sobrecarga mental, conflitos internos, excesso de demandas e falhas na comunicação institucional.

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As novas regras também preveem fiscalização e aplicação de multas em caso de descumprimento.

O que muda para professores e escolas

A atualização da NR-1 representa uma mudança importante na forma como a saúde ocupacional é tratada nas escolas brasileiras.

Até então, as normas estavam concentradas principalmente na prevenção de acidentes físicos. Agora, fatores ligados à saúde psicológica passam a fazer parte das obrigações legais das instituições.

Entre os riscos psicossociais que deverão ser monitorados pelas escolas estão:

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  • Sobrecarga mental no trabalho;
  • Assédio moral, sexual e psicológico;
  • Falhas de comunicação institucional;
  • Falta de reconhecimento profissional;
  • Excesso de demandas;
  • Ambientes com conflitos recorrentes;
  • Falta de autonomia profissional;
  • Trabalho remoto isolado;
  • Eventos traumáticos ou violentos no ambiente escolar.

Segundo especialistas em saúde do trabalhador, a medida reconhece oficialmente um problema crescente: o aumento do adoecimento mental entre profissionais da educação.

Escolas terão de criar programas de prevenção

Com a entrada em vigor das novas regras, caberá às escolas implementar medidas preventivas para proteger a integridade física e emocional dos trabalhadores.

As instituições deverão realizar o chamado Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), etapa responsável por identificar situações de risco no ambiente profissional.

A partir desse diagnóstico, será necessário criar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com ações concretas de prevenção.

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O objetivo é tornar o ambiente escolar mais seguro, saudável e menos propenso ao desenvolvimento de doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho.

CIPAA ganha papel central no combate ao adoecimento mental

Outra mudança importante envolve a atualização da Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), responsável pelas diretrizes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPAA).

A comissão, obrigatória em instituições com mais de 50 funcionários, passa a ter papel ampliado dentro das escolas.

Além da prevenção de acidentes físicos, a CIPAA deverá atuar diretamente em medidas de combate:

  • Ao assédio moral;
  • Ao assédio sexual;
  • Ao burnout;
  • Aos conflitos interpessoais;
  • Aos riscos ligados à saúde mental no trabalho.

A comissão é formada por representantes dos trabalhadores e do empregador e terá a responsabilidade de acompanhar ações preventivas no ambiente escolar.

Professores devem acompanhar o cumprimento da norma

Especialistas e entidades sindicais alertam que professores precisam acompanhar a implementação das novas exigências nas instituições onde trabalham.

Segundo representantes do setor educacional, muitos docentes ainda desconhecem o funcionamento da CIPAA e sua importância na proteção dos trabalhadores.

A recomendação é que professores participem da comissão e acompanhem a elaboração do plano de trabalho, já que medidas não previstas nesse documento podem deixar de ser executadas pela instituição.

Saúde mental de professores preocupa especialistas

O debate sobre saúde mental nas escolas ganhou força nos últimos anos diante do aumento de afastamentos relacionados à ansiedade, depressão, esgotamento emocional e burnout entre profissionais da educação.

Especialistas em saúde ocupacional apontam que a pressão cotidiana, a alta carga emocional da profissão e a ausência de suporte institucional têm agravado o adoecimento docente.

Com a atualização das normas, doenças desencadeadas pelas condições de trabalho passam a ganhar ainda mais reconhecimento no ambiente jurídico e trabalhista.

Doença profissional pode ser equiparada a acidente de trabalho

Outro ponto de atenção é que doenças relacionadas ao exercício da profissão ou desencadeadas pelas condições do trabalho podem ser equiparadas a acidentes de trabalho.

Isso inclui casos ligados ao adoecimento mental quando houver relação comprovada com o ambiente profissional.

Nessas situações, os registros e procedimentos legais devem ser realizados pela instituição empregadora.

Escolas terão de proteger saúde mental dos professores

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