Categoria exige cumprimento da lei e melhores condições de trabalho
Os professores da rede municipal de ensino do Recife seguem mobilizados para garantir o cumprimento da Lei do Piso Salarial do Magistério da Educação Básica. Neste ano, a portaria do Ministério da Educação (MEC) determinou um reajuste de 6,27%, mas a Prefeitura do Recife ainda não aplicou a correção para toda a carreira.

Assembleia e principais reivindicações
Durante a assembleia geral realizada na terça-feira (26), no Teatro Boa Vista, o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) reforçou a necessidade do pagamento retroativo a janeiro e da aplicação do reajuste para todos os profissionais da categoria. Além disso, os docentes reivindicam a ampliação da carga horária para 150 horas, garantindo o 1/3 de aula-atividade, conforme prevê a legislação.
“Recife não cumpre a Lei do Piso, tanto no reajuste quanto na jornada de trabalho. A legislação determina que um terço da carga horária seja destinado ao planejamento das aulas, algo já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal como constitucional”, destacou Anna Davi, coordenadora geral do Simpere.
Falta de profissionais impacta inclusão escolar
Outro ponto discutido na assembleia foram as denúncias de mães de crianças neuroatípicas, que vêm enfrentando dificuldades desde o início do ano letivo, em fevereiro. A ausência de Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEEs) tem levado diversos alunos a voltarem para casa por falta de suporte adequado nas escolas municipais.
“A Prefeitura precisa garantir o apoio pedagógico para os estudantes neuroatípicos. A inclusão só acontece de fato quando há profissionais capacitados para acompanhar essas crianças no ambiente escolar”, reforçou Anna Davi.
Próximos passos e possível greve
Diante da ausência de respostas da Prefeitura do Recife, uma mesa setorial de negociação foi agendada para a próxima sexta-feira (28). No entanto, segundo os representantes sindicais, a gestão municipal já adiantou que não discutirá questões financeiras.
“Fizemos uma paralisação no dia 12 de março e agora aguardamos essa reunião. Caso a Prefeitura continue sem apresentar soluções concretas, iniciaremos uma greve para garantir que a lei seja cumprida”, concluiu a coordenadora.
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fonte JCPE
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