Em um contexto marcado pela mobilidade humana, pela diversidade linguística e pela urgência de práticas pedagógicas inclusivas, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza um curso gratuito que tem tudo para se tornar essencial na formação dos educadores brasileiros: o curso Português como Língua de Acolhimento (PLAc) na Educação Básica.
Com 2.100 vagas disponíveis, a formação é oferecida por meio da plataforma AVAMEC e é destinada especialmente a profissionais da Educação Básica que desejam compreender melhor as questões relacionadas às migrações, à diversidade linguística e ao ensino de português para pessoas migrantes e refugiadas.
Um curso necessário para uma escola inclusiva
O Brasil, historicamente, sempre foi um país marcado pela diversidade étnica, cultural e linguística. Nos últimos anos, com o crescimento das migrações internacionais, sobretudo de populações vindas da América Latina, África e Ásia, essa diversidade tem se ampliado dentro das salas de aula da rede pública. Diante desse cenário, a formação dos professores precisa acompanhar as transformações sociais, especialmente no que diz respeito ao acolhimento linguístico e pedagógico de estudantes migrantes e refugiados.
É nesse ponto que o curso Português como Língua de Acolhimento (PLAc) se torna um diferencial formativo. Ele oferece um olhar atualizado e crítico sobre as práticas educacionais voltadas à inclusão de alunos cuja língua materna não é o português. Além disso, adota uma perspectiva decolonial, o que significa refletir sobre a educação a partir de realidades múltiplas, com respeito às culturas e aos saberes diversos.
Estrutura do curso: 120 horas de formação distribuídas em 6 módulos
A formação tem carga horária de 120 horas, dividida em 6 módulos que abordam desde os fundamentos históricos e sociais das migrações até práticas pedagógicas concretas para o trabalho com a diversidade cultural e linguística. O curso é 100% online, gratuito, sem tutoria, e pode ser concluído entre 30 e 180 dias, a depender da disponibilidade do participante.
Confira os módulos:
- Apresentação – Introdução geral ao curso e objetivos da formação.
- Unidade 1 – Migrações e diversidade linguística: aborda a história das migrações no Brasil, suas raízes e impactos atuais no sistema educacional.
- Unidade 2 – Conceitos-chave para ações junto a migrantes na escola: explora os conceitos de língua, linguagem, identidade e acolhimento a partir de uma abordagem crítica.
- Unidade 3 – Português como Língua de Acolhimento (PLAc): apresenta experiências no Brasil e em Portugal e aprofunda o conceito de PLAc como política linguística.
- Unidade 4 – Materiais didáticos de PLAc no Ensino Básico: discute como criar e adaptar materiais pedagógicos para estudantes migrantes.
- Unidade 5 – Práticas educacionais para a diversidade linguística e cultural: oferece orientações para ações pedagógicas inclusivas e destaca o protagonismo dos estudantes, especialmente na EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Como funciona o curso na prática?
O curso é autoinstrucional, ou seja, não possui tutores ou fóruns de discussão. Todo o processo de aprendizagem acontece por meio do acesso individual ao conteúdo, com leituras, vídeos, atividades interativas e avaliações integradas ao ambiente virtual da AVAMEC.
Avaliação e Certificação
Para concluir o curso e ter direito ao certificado de 120 horas, o cursista precisa:
- Ler todos os conteúdos das unidades.
- Realizar as atividades avaliativas com pelo menos 60% de aproveitamento.
- Respeitar o prazo mínimo de 30 dias para conclusão.
- O curso permite até duas tentativas para alcançar a média nas atividades.
O certificado, válido em todo o território nacional, estará disponível na própria plataforma após o cumprimento dos requisitos.
Por que este curso é tão importante?
1. Fortalece o compromisso com os Direitos Humanos
A escola pública é, por excelência, um espaço de acolhimento. Garantir que todos os estudantes, independentemente de sua origem, possam se comunicar, aprender e se expressar em português é uma condição básica de inclusão educacional e cidadania. Esse curso contribui diretamente com esse objetivo.
2. Capacita para contextos reais de sala de aula
O conteúdo do curso é altamente contextualizado, dialoga com a realidade dos educadores e oferece exemplos e práticas que podem ser aplicadas nas escolas, especialmente em locais com alto índice de migração.
3. Aborda a educação sob perspectiva decolonial
A formação não apenas ensina “técnicas” de ensino de português, mas promove reflexões profundas sobre colonialismo linguístico, hegemonia cultural e a valorização de línguas, sotaques e culturas diversas. É uma abordagem atual, crítica e necessária para a educação do século XXI.
4. Incentiva a construção de materiais próprios
Além de apresentar materiais didáticos já existentes, o curso incentiva os educadores a criarem seus próprios conteúdos adaptados à realidade dos seus alunos, promovendo autonomia pedagógica e criatividade.
5. Contribui para a construção de uma escola mais justa
Ao preparar o professor para lidar com diferentes culturas e línguas, o curso contribui para a redução das desigualdades educacionais e para o fortalecimento de práticas antidiscriminatórias e antirracistas no cotidiano escolar.
Público-alvo
O curso é voltado principalmente para:
- Professores da Educação Básica (ensino fundamental e médio)
- Coordenadores pedagógicos
- Gestores escolares
- Educadores da EJA
- Profissionais da rede pública que atuam com estudantes migrantes
Como se inscrever no curso
O acesso ao curso é gratuito e realizado por meio da plataforma AVAMEC, o ambiente virtual de aprendizagem do MEC.
🔗 Clique aqui para se inscrever e acessar o curso
Para iniciar o curso, é necessário ter uma conta Gov.br. Todo o conteúdo fica disponível após a inscrição e pode ser acessado de forma flexível, de qualquer lugar.

Conclusão: uma formação urgente e transformadora
Vivemos tempos em que a presença de estudantes migrantes e refugiados em sala de aula se tornou uma realidade. Esses estudantes chegam com culturas, línguas e histórias distintas, e cabe à escola acolher, valorizar e incluir essas diversidades. Para isso, os profissionais da educação precisam estar preparados – e o curso de Português como Língua de Acolhimento na Educação Básica é uma das melhores ferramentas disponíveis hoje para essa missão.
Ao participar da formação, o professor amplia sua compreensão sobre o papel da linguagem na inclusão social e escolar, além de se posicionar como agente ativo na construção de uma escola mais democrática, plural e comprometida com os direitos humanos.
Não se trata apenas de ensinar português. Trata-se de acolher pessoas, valorizar identidades e construir um Brasil mais justo e diverso a partir da educação.
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