A desigualdade salarial entre professores no Brasil segue como um dos principais desafios da educação pública. Um levantamento recente revela diferenças expressivas na remuneração entre os estados, tanto no início quanto no fim da carreira docente.
Para professores que buscam estabilidade, crescimento profissional e melhores condições financeiras, entender esse cenário é fundamental — especialmente na hora de escolher onde atuar ou prestar concurso.
Mato Grosso do Sul lidera ranking nacional
O estado de Mato Grosso do Sul aparece como o grande destaque do país, liderando tanto os salários iniciais quanto os finais da carreira.
Enquanto em algumas regiões o professor começa ganhando menos de R$ 5 mil, em Mato Grosso do Sul o salário inicial ultrapassa R$ 13 mil, podendo chegar a mais de R$ 26 mil no topo da carreira.
Ranking completo: salário inicial por estado
Confira quanto ganham os professores no início da carreira em cada estado:
- Mato Grosso do Sul — R$ 13.007,12
- Maranhão — R$ 8.452,03
- Pará — R$ 8.289,86
- Roraima — R$ 7.700,47
- Mato Grosso — R$ 7.343,44
- Paraíba — R$ 6.944,09
- Rio Grande do Norte — R$ 6.814,88
- Amapá — R$ 6.600,98
- Distrito Federal — R$ 6.427,71
- Sergipe — R$ 6.176,76
- Tocantins — R$ 6.130,70
- Pernambuco — R$ 5.841,91
- Alagoas — R$ 5.767,15
- Espírito Santo — R$ 5.685,97
- Amazonas — R$ 5.631,18
- São Paulo — R$ 5.565,00
- Acre — R$ 5.370,35
- Goiás — R$ 5.160,49
- Rondônia — R$ 5.118,41
- Rio Grande do Sul — R$ 5.111,05
- Santa Catarina — R$ 5.026,80
- Piauí — R$ 4.984,17
- Bahia — R$ 4.965,24
- Ceará — R$ 4.961,73
- Paraná — R$ 4.920,55
- Minas Gerais — R$ 4.867,97
- Rio de Janeiro — R$ 4.867,77
Ranking completo: salário no fim da carreira
Veja agora quanto os professores podem ganhar no topo da carreira:
- Mato Grosso do Sul — R$ 26.586,54
- São Paulo — R$ 14.469,00
- Tocantins — R$ 13.807,51
- Amapá — R$ 12.862,91
- Ceará — R$ 12.538,03
- Mato Grosso — R$ 11.676,09
- Maranhão — R$ 10.755,56
- Rio Grande do Norte — R$ 10.570,80
- Distrito Federal — R$ 9.658,78
- Roraima — R$ 9.359,97
- Pará — R$ 8.757,40
- Acre — R$ 8.753,67
- Pernambuco — R$ 8.391,82
- Alagoas — R$ 8.180,81
- Paraíba — R$ 8.136,11
- Espírito Santo — R$ 7.781,70
- Rio de Janeiro — R$ 6.967,08
- Minas Gerais — R$ 6.878,30
- Goiás — R$ 6.809,15
- Sergipe — R$ 6.732,92
- Rio Grande do Sul — R$ 6.710,68
- Rondônia — R$ 6.653,93
- Amazonas — R$ 6.468,47
- Bahia — R$ 6.396,58
- Paraná — R$ 5.987,74
- Santa Catarina — R$ 5.148,72
- Piauí — R$ 5.090,10
O que explica as diferenças salariais
As disparidades refletem fatores como arrecadação estadual, políticas públicas, planos de carreira e investimentos em educação. Estados com maior capacidade fiscal tendem a oferecer salários mais competitivos, além de progressões mais atrativas ao longo da carreira.
O que isso significa para professores
Para quem está ingressando na carreira docente ou planejando prestar concurso público, o ranking serve como um guia estratégico. Não se trata apenas do salário inicial, mas do potencial de crescimento ao longo dos anos.
Além disso, a escolha do estado pode impactar diretamente a qualidade de vida, estabilidade financeira e oportunidades profissionais.
Valorização docente ainda é desigual
Apesar de avanços em algumas regiões, o Brasil ainda enfrenta um cenário de desigualdade na valorização do professor. Enquanto alguns estados oferecem remunerações competitivas, outros ainda apresentam salários abaixo do esperado para a importância da profissão.
O debate sobre a valorização docente segue essencial para garantir uma educação de qualidade e atrair novos profissionais para a carreira.

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A quantidade de erros nos valores dos salários dos Estados revela a a falta de seriedade com que o professor é tratado nesse país.