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SIMPERE denuncia calote da gestão João Campos no pagamento de abono salarial durante o Natal

O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) divulgou nesta semana uma forte denúncia contra a Prefeitura do Recife, alegando o descumprimento do acordo firmado na campanha salarial de 2025. De acordo com representantes da categoria, o abono complementar ao Piso Salarial, que deveria ter sido repassado aos professores no período de Natal, não foi pago, deixando centenas de profissionais sem qualquer comunicado oficial ou previsão de pagamento.

Segundo o sindicato, o episódio caracteriza mais um caso de desrespeito aos professores e reforça uma postura de omissão por parte da gestão do prefeito João Campos (PSB), que já havia sido criticada anteriormente por medidas consideradas juridicamente questionáveis e politicamente injustas, como a criação de um abono alternativo à valorização salarial tradicional.

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Professores amanhecem sem pagamento e sem informações

Na manhã do dia em que o abono deveria ser creditado, professores e professoras relataram surpresa e indignação. “É inaceitável que, depois de tudo que enfrentamos este ano, a Prefeitura simplesmente silencie e deixe milhares de profissionais sem previsão de pagamento. Não existe valorização sem respeito e hoje o que assistimos é mais uma tentativa de calote aos professores do Recife”, declarou Jaqueline Dornelas, coordenadora do SIMPERE.

A ausência de um calendário oficial de pagamento reforça a sensação de desorganização e desrespeito por parte da gestão municipal, que, segundo o sindicato, ignora completamente as negociações e mobilizações realizadas pela categoria ao longo de 2025.

Ação do SIMPERE e mobilização da categoria

Diante da situação, a diretoria do SIMPERE se dirigiu à sede da Prefeitura do Recife para exigir esclarecimentos e respostas imediatas sobre a falta do pagamento do abono. A presença do sindicato buscou pressionar a gestão para cumprir o acordo assinado durante a campanha salarial, que garantiu direitos aos profissionais da educação, incluindo a complementação salarial prevista.

O SIMPERE aponta que, mesmo após meses de mobilização, a Prefeitura optou por uma estratégia que o sindicato considera eleitoreira e prejudicial aos profissionais, utilizando-se de medidas alternativas em vez de cumprir o compromisso assumido formalmente com a categoria.

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Assembleia e ato público em defesa dos professores

Como resposta à omissão do governo municipal, o sindicato anunciou nas redes sociais a realização de uma assembleia com ato público, marcada para sexta-feira, 12 de dezembro, a partir das 8h. O evento visa mobilizar professores e a população em geral em defesa da valorização profissional e do cumprimento integral do acordo salarial.

Segundo o SIMPERE, a mobilização é necessária para pressionar a Prefeitura a honrar seus compromissos e garantir que todos os profissionais recebam o abono complementar sem mais atrasos. A assembleia também será um espaço de discussão sobre estratégias de mobilização, futuras negociações e ações jurídicas cabíveis para assegurar os direitos da categoria.

Histórico de descumprimentos e críticas à gestão

O episódio não é isolado. Representantes do SIMPERE lembram que a gestão João Campos já foi criticada diversas vezes por descumprir acordos e não atender às demandas dos profissionais de educação. A insistência em medidas alternativas, como o abono criado em 2025, é vista pelo sindicato como uma tentativa de postergar direitos e desvalorizar o trabalho docente.

Além disso, o sindicato aponta que a Prefeitura não forneceu informações claras ou cronograma atualizado, aumentando a insegurança entre os profissionais. “Depois de meses de negociação e mobilização, é inadmissível que a gestão ignore o acordo firmado. Isso demonstra desrespeito institucional e uma falta de compromisso com a educação”, afirmou a diretora do SIMPERE.

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Repercussão e expectativa da categoria

A situação tem gerado grande repercussão entre os professores do Recife, que já manifestaram preocupação e indignação com a postura do governo municipal. Muitos ressaltam que o pagamento do abono no período de Natal é uma expectativa tradicional da categoria e essencial para planejar despesas familiares e garantir o mínimo de estabilidade financeira.

A categoria também destaca que o descumprimento do acordo compromete a relação de confiança entre os profissionais e a Prefeitura, prejudicando o clima organizacional e desestimulando iniciativas pedagógicas que dependem de valorização e reconhecimento profissional.

SIMPERE reforça o diálogo e ações futuras

Embora a diretoria do sindicato tenha buscado diálogo direto com a Prefeitura, o SIMPERE reforça que não medirá esforços para garantir que os direitos da categoria sejam respeitados. A entidade prevê que, caso o pagamento do abono não seja regularizado imediatamente, outras ações podem ser adotadas, incluindo medidas jurídicas e mobilizações em maior escala.

A assembleia e o ato público são apenas o início da estratégia de pressão do SIMPERE para que a gestão João Campos honre o acordo salarial e reconheça a importância dos profissionais da educação no Recife.

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