O Brasil e Ruanda firmaram um importante acordo na área educacional durante a 2ª Cúpula da Coalizão para Alimentação Escolar, realizada em Fortaleza (CE), na segunda quinzena de setembro. O documento foi assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pela ministra ruandesa Claudete Irere, fortalecendo os laços diplomáticos entre os dois países e promovendo a mobilidade estudantil e o intercâmbio de experiências educacionais.
🤝 Cooperação educacional e intercâmbio de estudantes
O acordo prevê que estudantes ruandeses poderão participar de programas de intercâmbio no Brasil, como o Programa de Estudante-Convênio (PEC), e, reciprocamente, estudantes brasileiros poderão ter experiências acadêmicas em Ruanda.
Segundo o ministro Camilo Santana:
“A assinatura do Acordo representa um passo significativo para aprofundar a cooperação entre os países, abrindo portas para um intercâmbio de conhecimento e experiências que beneficiarão ambos os países.”
Essa iniciativa fortalece não apenas a internacionalização da educação, mas também amplia a cooperação científica e tecnológica entre os dois países.
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🌐 Fortalecimento das relações diplomáticas
O avanço na cooperação educacional ocorre em um momento de aprofundamento dos laços diplomáticos. Recentemente, o Brasil inaugurou sua Embaixada em Kigali, enquanto Ruanda abriu sua Embaixada em Brasília, reforçando a parceria bilateral.
Kigali, a capital de Ruanda, tem se destacado como polo tecnológico e profissional emergente, o que chamou atenção do Brasil para futuras parcerias em educação, tecnologia e inovação.
🍽️ Convergência estratégica na alimentação escolar
Além da mobilidade estudantil, Brasil e Ruanda também identificaram convergências estratégicas na área da alimentação escolar, discutidas durante a cúpula em Fortaleza.
O destaque foi para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), considerado uma das maiores políticas públicas do tipo no mundo. Atualmente, o Pnae garante refeições diárias a quase 40 milhões de estudantes em cerca de 150 mil escolas, totalizando 50 milhões de refeições por dia e um investimento anual de R$ 5,5 bilhões.
O programa chamou a atenção de Ruanda, que enviou uma delegação ao Brasil no ano passado para conhecer o funcionamento do Pnae, interessado em adaptar práticas brasileiras para sua realidade local.
🎓 Programa de Estudante-Convênio (PEC)
Criado em 1965, o PEC é um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa do Brasil e contribui para a internacionalização das instituições de ensino brasileiras.
O programa oferece suporte completo aos estudantes estrangeiros, utilizando a rede de postos do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para divulgação, coleta de documentação e acompanhamento dos candidatos. Em 2024, a Portaria Interministerial nº 7 modernizou o PEC, atraindo ainda mais estudantes internacionais para o Brasil.
✅ Impacto do PEC
- Mais de 10 mil estudantes já participaram da modalidade de graduação (PEC-G);
- Mais de 100 instituições de educação superior brasileiras aderiram ao programa;
- Entre os ex-alunos de destaque, está José Maria Neves, atual presidente de Cabo Verde, que estudou Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 1980.
O PEC demonstra que o Brasil é um referencial global em educação internacional, promovendo o intercâmbio cultural e acadêmico e fortalecendo relações bilaterais.
📚 Benefícios do acordo Brasil-Ruanda
O acordo entre Brasil e Ruanda traz diversos benefícios estratégicos:
- Mobilidade acadêmica internacional: Estudantes de ambos os países terão acesso a programas de graduação e pós-graduação.
- Troca de experiências educacionais: Professores e pesquisadores poderão compartilhar boas práticas e metodologias de ensino.
- Fortalecimento da educação básica e superior: O intercâmbio promove melhorias em currículos e inovação pedagógica.
- Integração cultural e social: O contato entre estudantes de diferentes países enriquece a formação cidadã e cultural.
- Ampliação da cooperação tecnológica e científica: Kigali, como polo emergente, pode receber iniciativas conjuntas em tecnologia e inovação.
🌍 Educação como instrumento de desenvolvimento global
O acordo Brasil-Ruanda evidencia a educação como ferramenta de desenvolvimento social, econômico e tecnológico. A mobilidade estudantil e o compartilhamento de experiências educacionais ajudam a:
- Reduzir desigualdades regionais e internacionais;
- Promover a inclusão social por meio do acesso à educação;
- Capacitar profissionais para enfrentar os desafios do século XXI;
- Fomentar políticas públicas inovadoras, como o Pnae e programas de intercâmbio.
A iniciativa reforça o papel do Brasil como líder em educação internacional, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e preparados para atuar em contextos globais.
📝 Próximos passos e expectativas
Com a assinatura do acordo, espera-se:
- Aumento do número de estudantes ruandeses no Brasil por meio do PEC;
- Implementação de parcerias estratégicas entre universidades e centros de pesquisa;
- Compartilhamento de experiências de sucesso do Pnae com Ruanda;
- Realização de projetos conjuntos em educação, alimentação escolar e tecnologia;
- Consolidação de laços bilaterais duradouros, promovendo diplomacia educacional.
O acordo estabelece um modelo de cooperação internacional replicável, permitindo que outros países também se beneficiem de programas educacionais e alimentares brasileiros.

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